Boa noite,
faz algum tempo que não apareço por aqui e justifico tudo isso devido a dias muito corridos. Muita coisa aconteceu nesse mês e pouco que não posto. Mas, enfim, estou de volta. Vou tentar não sumir de novo e eu devo isso, mais que a todo mundo, a mim mesmo.
Outro dia me diziam que sou muito transparente. Gostei de ouvir isso. A intenção, em escrever, é ser o mais transparente possível. Hoje, através do que segue, talvez o tenha sido demais. Talvez exagerei. Talvez...mas, sabe...decidi que devo postar. Torço pra que estes versos sejam lidos e que a pessoa certa também o leia um dia...
Quero causar emoção. As lágrimas que em mim, se convertem em palavras.
Aí está.
E agora, eu ouço a musica que me inspira viver você,
Pra sempre, em mim.
Tanto tempo se passou,
Muito se disse,
Pouco se fez.
Sentimentos sem nome.
Unilateral,
Bidirecional,
Palavras sem direção.
Palavras que,
Ditas assim, ao vento,
Dotaram de sentido...
Que não posso explicar.
Não sei decifrar,
Imortalizadas
Em pedaços de corações
Sem a impureza,
De que,
Automaticamente,
Assumem a partir de uma certa idade.
Saudades da sua mão, fria,
Do seu vestido de Festa Junina,
De quão ridículo fui ao me inscrever,
Só pra dançar com você.
Sinto falta das noites em que sentei em uma ponte, no meio do nada, no frio,
A contemplar uma lua cheia,
Um céu de estrelas infinitas
E eu penas almejando um pedacinho seu.
Longe, talvez pra sempre.
Mensagens.
Textos em branco.
Lágrimas.
Você e a capacidade de conseguir me fazer chorar.
Por detrás dessa muralha que existe em mim,
A fragilidade perante o poder de qualquer coisa que vem de você.
O sorriso que desmorona,
O olhar que abala, destrói.
Minhas tentativas vãs de fazer
Com que tudo se tornasse apenas,
E unicamente,
Passado de um amor de infância.
Talvez não fosse a minha intenção,
Talvez quisesse insistir,
Em te ter, pra mim,
Em mim,
Pela eternidade de olhares congelados
E palavras não ditas.
E o tempo se passou.
De novo ouço a musica que balançava meu espírito,
Sinto até o cheiro do meu quarto,
Quando a noite vinha, eu me deitava
E pensava em onde você estaria.
Porém, um dia chegou o momento de saber.
Mentira.
Mentira que causa Dor,
Falsidade.
Falsidade que causa Medo.
Eu, o garoto inocente e puro
De concepções talvez utópicas e,
Também por isso, lindas,
Despedaçado diante de saber.
Que sua vida tinha ido adiante,
E a minha não.
As mentiras ditas a mim mesmo,
Alimentadas pela fragilidade,
Da sua concepção de felicidade.
Quanto medo.
Estaria para sempre preso ao sentimento único
E inimitável de te amar.
Minha vida e a sua
Estariam pra sempre unidas,
Mais uma vez,
Pelas palavras que esqueceram propositalmente
De se proferirem.
Revolta.
Suicídio da alma.
Esperanças de dias que não se repetiriam.
Estava só. Pra sempre.
E com o mais belo sentimento que já experimentei.
Tudo me lembrava você.
Mensagens,
Recados.
Vai e vem de idiotas
Que se humilham por aquilo que chamam de amor.
Adoráveis idiotas.
Aniversários, natais...
Esperando motivos
Que justificassem as minhas ligações desesperadas
Desesperadas por um sopro da sua voz,
Pela luz da sua presença,
Em qualquer lugar que fosse.
Esperei você, mesmo sabendo
Que era um idiota
Adorável idiota.
Quis quebrar o que estava aqui fora,
Talvez pra tornar mais semelhante ao que existia por dentro.
Me tornei o escravo.
Momentos e momentos, e nada a dizer.
Nenhum motivo apenas para ouvir sua voz.
Natal e o mês do seu aniversário,
Sempre estiveram distantes demais para que meu coração aguardasse em paz.
Desculpas.
Chegou o dia de um pedido de desculpas,
Em que eu apenas pude dizer que,
Era em você que toda a noite eu dedicava a possibilidade dos meus sonhos,
Era você a única pessoa para o qual eu diria: eu te amo.
Você quis assim.
Você chorou,
Me disse que chorou.
E eu chorei.
Porque, sim, te amava.
O sol se pôs,
E eu dormi mais leve,
Pois você levou com você
Um pouco do peso que havia em mim.
Estava livre da revolta, da mentira.
Não estava livre do amor.
Mas decidi que não queria mais que fosse assim.
Você que não me procurasse. Não.
Apenas era suficiente ser assim.
Eu, você.
E a distância dos mundos que nos separaram.
Você longe, eu aqui.
Evitando.
Revivendo.
Musicas.
Momentos.
Saudades.
Um dia, sem saber o porquê,
Te encontrei,
Na impossibilidade de um encontro,
Que só se justifica pelo que tantos chamam de Destino
E eu chamo apenas de fato.
Você estava lá.
Quanto tempo que não te via.
O coração bateu tão forte.
Saltou à boca, explodiu no meu peito frágil,
Débil,
Que ansiava por amor.
Você não iria me ver.
Eu não te procuraria.
Nossos olhos se encontraram...
Você me chamou.
Direções opostas,
Em encontro um ao outro.
Tanto tempo, sem nem um sorriso.
Sem ver aquela seu moletom amarelo,
Que era só seu.
Nós, ali,
Mais uma vez.
Perguntas fúteis voltadas àquilo que nenhum dos dois estava tão interessado em saber.
Eu sei que não estava.
História longa.
Meu abraço foi seco. Você entendeu.
Eu fui na minha direção.
Unilateral.
Você na sua.
Sem saber pra onde ir. Alguém te esperava.
Estava lá a segurança que você sempre quis.
Ia embora o amor que você deixou escapar.
De lá em diante,
Nossos encontros se resumem a “acasos”,
De ano em ano,
Em que nossos olhares se encontram sim,
E se dizem muito mais do que ousamos proferir.
O seu coração bate mais forte quando me vê.
Eu sei, você disse. Não a mim, você não tem coragem.
Mas você disse.
E seus olhos ainda confirmar toda a vez que querem tanto de mim
E nada posso dar.
Nada além da esperança do que não deve existir.
É, não faz sentido.
Não tem que fazer.
Nunca te beijei. Não sei nem qual é o verdadeiro cheiro da sua pele.
Minha alma é pura, em relação a você,
O será pra sempre.
Entre tanto ir e vir,
Acostumei meu coração.
Ele está em paz, e segue seu rumo.
Se encanta de vez em quando,
Toma alguns sustos, se recompõe.
Erro, acerto...espero, ajo.
Venho e vou.
Vou e venho.
E não penso mais constantemente em você.
Você vive a sua vida.
Eu vivo a minha.
E eu posso agradecer todos os dias,
Por ter permitido a mim mesmo,
Ser encantando pelo sentimento
Do qual critico a essência todos os dias.
O amor só é amor,
Quando é puro.
Apenas puro.
Só se quer o outro
Pela simples idéia
De ter ao lado.
Não precisa de nada.
Nem de um pôr-do-sol.
Nem de uma céu com estrelas.
Apenas a luz de olhos que se amam,
De suspiros de vozes que se entendem
E de gestos que se tornam universais...
Levarei comigo,
Sempre e sempre,
A importância de ter
Conhecido você.
E a cada vez que te ver.
Nossos olhares se encontrarão novamente,
E dirão um ao outro, o quanto se amam
E o quanto não puderam estar lado a lado.
Melhor assim.
E então,
Eu escreverei versos como estes,
Triste e,
Feliz.
Na confusão, no conflito,
Do que sempre foi,
Meu amor por você.
Não posso mais dizer que te amo.
Mas posso com certeza afirmar,
Que é a primeira história de amor
Entre olhares
Que eu já ouvi.
29/06/2010 Raone Tomazelli