sábado, 18 de setembro de 2010

Vidro quebrado, pés descalços




Como não poderia se diferente, hoje tenho "necessidade" de postar. E faço isso ao som de uma música que, em alguns momentos da minha vida, me ajudou a encontrar as palavras. Me ajudou a traduzir o que acontecia, por fora, por dentro. Já repararam que o ser humano não consegue colocar em palavras tudo o que quer comunicar? A melodia de uma música contribui bastante. Pensei em mais uma vez moderar o que ia escrever aqui, mas o blog é "meu mesmo" como me disse Paula...então, aí vai.
Vidro quebrado, pés descalços

Já não é.
Já não faz mais sentido.
Já acabou.
Já se foi,
Se despediu,
Já.
E é ridículo.

Esperanças estraçalhadas,
Cacos, do verde de uma velha garrafa.
Garrafa verde,
Esperança quebrada.
Garrafa, esperança.

Nós,
Nas gargantas de quem,
Tem a verdade.
A verdade em,
Poetas de Ferro.
Corações de Ferro.
Poeta. Ferro.

Liberdade,
Ridícula liberdade.
Ilusão ao poeta.
Ridícula ilusão.
Perfeições,
Sinceridades,
Verdades,
Iludidas.

Sentimentos
Sem nome,
Melodias enfraquecidas,
Razões incompreendidas.
Prioridades.
Infelicidades.
Inverdades.

Existem cacos,
Da velha garrafa verde
Da esperança,
Estraçalhados.
Poetas de ferro
Podem se Machucar
Quando resolvem,
Tentar sentir o chão,
Descalços.

Já não é.
Já não faz mais sentido.
Já acabou.
Já se foi,
Se despediu,
Já.
E é ridículo.
E foi o que foi.
O que foi?

Não há como saber,
A garrafa se quebrou,
Tudo se espalhou,
Restam apenas pés descalços.

Perigo de se machucar.

Poeta, seja novamente,
completamente de Ferro.

Gianluca di Valdo, 18/09/2010

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