sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

É por aí

E aí? 
Como você está?

Deixei seu sorriso atrás da parede daquela casa velha,
Que ela admire bastante,
Os dentes brancos, os olhos doces, as falas fáceis.
Que seja dela, o seu carinho,
Sua fala de amor,
Seu ódio, seu rancor.
Que ela simplesmente concorde,
Não interprete,
Não interrompa,
Não incomode.
Que ela te sustente,
Te ouça,
Te aguente.

Que cada vez que você se lembrar de mim,
Seus olhos vejam apenas a sujeira, da mesma parede velha.
Porque tudo envelhece, tudo padece,
Tudo entristece, desaparece...

Tudo acaba quando apenas concorda com você
Ao mesmo tempo que se destrói.
Auto-destrói.

E ainda assim, atrás da mesma parede velha.
Posso esquecer a lágrima de algum dia,
Em que você me trouxe realmente felicidade.

Pois sei que sou mais do que merece,
Mas menos do que precisa.

Acho que sou apenas, a lágrima atrás da parede.



Encontrou?

Gianluca di Valdo, 26/02/2011

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Hoje é o último dia de mais um ano. Termina o 22, começa o 23. Talvez não tenha muita coisa para registrar nessa data, ou talvez tenha até demais, mas fato é que não vou passar muito tempo relatando os prós e contras do meu ano que se foi e do que está chegando. É só para registrar que, enfim, 22 anos acabou. E foi um Sr. Ano. Um ano que resolveu me surpreender em alguns momentos, me desafiar, me vencer...Vamos pro texto?

Me conhecer.
Ouvir.
Entender.
Pelo menos tentar.
Desafiar,
Ser vencido.
Invencível?
Paradoxo,
Janela aberta,
Comparações,
Árvores sem folhas,
Chegadas,
Suspiros.
Idas e Vindas,
E idas.
Silêncios,
Momentos,
Preocupções,
Distrações.
Talvez precise parar.
Nâo dá.
Movimento..
Milhões.
Viajar,
Aproveitar.
Cabelo escuro.
Um olho claro.
Verdade verdadeira
E a mentira mais mentirosa.
O que é verdade.
O que é mentira?
Desespero.
Coragem.
Luta.
Inquieto.
Sonhos.
Ou não.
Choros,
Abraços,
Sorrisos sinceros.
E os falsos.
Credibilidade.
Confiança,
Lealdade.
Faz de conta.
Mágoa.
Ferimento.
Feliz.
Por um momento.
22 anos.
Pretensão.
Inútil,
Ridículo.
Perverso.
Insensato.
Abdicaste
Saudade.
Soceidade.
Histórias.
Matemáticas.
Julgamentos.
Demosntrações.
Pequenos paraísos.
Verão e Inverno.
Mais feliz do que triste,
Mais novo do que velho,
Mais forte do que fraco,
Com o copo metade cheio,
E não vazio.

E sigo em frente.

Goodbye, 22.

Gianluca di Valdo, 20 de Fevereiro de 2011

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Canto de cor, tempo e saudade

A cada manhã.
A cada Sol que se põe,
A cada Lua que se esconde,
A cada noite,
A cada tarde,
A cada dia.

A cada esperança,
Que tinjo de roxo,
A cada pecado que esboço.
A cada folha de outono,
A cada lágrima de inverno,
A cada momento,
A cada tristeza,
A cada sorriso.
A cada bater de asas de um anjo,
No paraíso.

A cada verdade,
A cada lealdade,
A cada estrela,
A cada brilho,
A cada insegurança,
De roxo, a esperança,
Do verde, a saudade,
De manhã, de noite e de tarde,
A cada cor do tempo e da realidade,
Você, eu,


Eternidade.

Gianluca di Valdo, 19 de Janeiro de 2011

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Sarcasmo

Estou em um momento particular. Algumas coisas, mesmo que em pouca quantidade, me sufocam. Outras, pelo contrário, nunca me cansam, por mais que sejam inúteis. Algumas pessoas aparecem e ameaçam mudar alguma coisa, mas, de repente, tudo o que mudou foi apenas um segundo. Tudo muda e recomeça. Mas tudo recomeça da mesma forma. Estive pensando nos textos inúteis que escrevi a respeito de "novos rumos", etc. E estive pensando também se foram, de fato, inúteis. Alguns vão me dizer que não. Outros vão usar frases que confortam, como "Tudo tem seu momento certo" ou "Acredite no destino". Frases assim estão valendo. Difícil é acreditar nelas depois de ler algumas linhas de Nietzsche. Mas confortam e a velha e sábia "nada é por acaso", sempre acaba fazendo sentido, mesmo com Nietzsche ou o mais pessimista dos filósofos. Aliás, quem sou eu para questionar filosofia...

Estão vendo que o que eu falo não tem nexo?

Enfim, tá uma confusão aqui dentro que a cada dia se torna mais difícil de administrar. Penso que poderia ser um pouco mais fácil. As pessoas parecem sempre tão felizes e realizadas nas ruas... Não me identifico naqueles rostos e apenas tenho saudade da minha infância, no qual todo problema eu resolvia com uma boa noite de sono. Estou farto, estou empolgado, estou desesperado. Pouca coisa é sólida por aqui. Tento olhar pelo lado positivo, penso que estou exagerando, dramatizando...mas nem minha concepção de mim é concreta (como se tivesse sido um dia).

E isso não é um pedido de ajuda. É eu fazendo esse Blog de Diário, falando mais do que costumo falar. (Já ouviram aquela história de que quem escreve um Diário quer, inconscientemente, que alguém leia e divida de seus problemas?)

Vamos para o texto?


Palhaço, sarcástico, persuasivo, as vezes triste. Talvez hoje fosse a melhor definição para um Profile.



Sarcasmo

Sarcasmo. 
Me olho no espelho e só vejo
O marasmo.
Da mesmice tediosa,
Da verdade impiedosa.

Dramatizando a realidade,
Inventando,
Cansando,
De lutar pela Liberdade.

Agredindo,
Persuadindo,
Sexualidade.

Sem sexo, sem pudor,
Amor, ódio, rancor.
Minha alma fugiu pela janela,
De uma noite quente, sem estrela.

A minha voz já não existe.
O Sul, O Norte,
A vida, não pára.
Insiste.

Minha rima está cansada,
Desanimada, Apagada.
Minha poesia não tem rumo,
Se percebe inútil,
Um tiro no escuro.

Para onde ir,
Com o que sonhar.
Acreditar, Pensar,
Realizar?

Não sei para onde vou.
Mas você, coragem,
Precisa vir comigo
E, uma hora, 
Colorir essa canção.
Porque de marasmo,
Sarcasmo e Solidão,
Já não aguento mais,
Coração.

Gianluca di Valdo, 09 de Fevereiro de 2011.