Estou em um momento particular. Algumas coisas, mesmo que em pouca quantidade, me sufocam. Outras, pelo contrário, nunca me cansam, por mais que sejam inúteis. Algumas pessoas aparecem e ameaçam mudar alguma coisa, mas, de repente, tudo o que mudou foi apenas um segundo. Tudo muda e recomeça. Mas tudo recomeça da mesma forma. Estive pensando nos textos inúteis que escrevi a respeito de "novos rumos", etc. E estive pensando também se foram, de fato, inúteis. Alguns vão me dizer que não. Outros vão usar frases que confortam, como "Tudo tem seu momento certo" ou "Acredite no destino". Frases assim estão valendo. Difícil é acreditar nelas depois de ler algumas linhas de Nietzsche. Mas confortam e a velha e sábia "nada é por acaso", sempre acaba fazendo sentido, mesmo com Nietzsche ou o mais pessimista dos filósofos. Aliás, quem sou eu para questionar filosofia...
Estão vendo que o que eu falo não tem nexo?
Enfim, tá uma confusão aqui dentro que a cada dia se torna mais difícil de administrar. Penso que poderia ser um pouco mais fácil. As pessoas parecem sempre tão felizes e realizadas nas ruas... Não me identifico naqueles rostos e apenas tenho saudade da minha infância, no qual todo problema eu resolvia com uma boa noite de sono. Estou farto, estou empolgado, estou desesperado. Pouca coisa é sólida por aqui. Tento olhar pelo lado positivo, penso que estou exagerando, dramatizando...mas nem minha concepção de mim é concreta (como se tivesse sido um dia).
E isso não é um pedido de ajuda. É eu fazendo esse Blog de Diário, falando mais do que costumo falar. (Já ouviram aquela história de que quem escreve um Diário quer, inconscientemente, que alguém leia e divida de seus problemas?)
Vamos para o texto?
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| Palhaço, sarcástico, persuasivo, as vezes triste. Talvez hoje fosse a melhor definição para um Profile. |
Sarcasmo
Sarcasmo.
Me olho no espelho e só vejo
O marasmo.
Da mesmice tediosa,
Da verdade impiedosa.
Dramatizando a realidade,
Inventando,
Cansando,
De lutar pela Liberdade.
Agredindo,
Persuadindo,
Sexualidade.
Sem sexo, sem pudor,
Amor, ódio, rancor.
Minha alma fugiu pela janela,
De uma noite quente, sem estrela.
A minha voz já não existe.
O Sul, O Norte,
A vida, não pára.
Insiste.
Minha rima está cansada,
Desanimada, Apagada.
Minha poesia não tem rumo,
Se percebe inútil,
Um tiro no escuro.
Para onde ir,
Com o que sonhar.
Acreditar, Pensar,
Realizar?
Não sei para onde vou.
Mas você, coragem,
Precisa vir comigo
E, uma hora,
Colorir essa canção.
Porque de marasmo,
Sarcasmo e Solidão,
Já não aguento mais,
Coração.
Gianluca di Valdo, 09 de Fevereiro de 2011.

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