As vezes o sol se põe de forma diferente daquela que estamos acostumados a assistir em filmes que contam o drama de soldados em algum país, em alguma época em guerra ou em flivros de utópico romantismo.
As vezes o sol se põe apenas da forma mais simples. E, exatamente por isso, é um pôr do sol lindo em sua simplicidade.
É o sol que simplesmente diz "até amanhã", se escondendo por detrás de uma mistura de modernos prédios espelhados e o cimento bruto e sempre cinza da cidade em construção.
É o sol que se vai. O calor deste dia sufocante alivia um pouco. Serenidade. Paz. Transito. Construção. O sol se vai e diz "até breve" para o caos, a balança desequilibrada constituída pelo homem e a natureza.
A noite vai caindo. Aos poucos aparecem estrelas. As poucas que se conseguem ver no céu de uma cidade em construção. Barulho de avião. O sol já foi, se escondeu, foi embora.
A lua ainda é tímida. Ainda não sabe se tá na hora de entrar em cena ou se deve aguardar mais um pouco. Momento de transição.
E, enquanto isso, vejo que já são 18 e 21. Passei muito tempo observando o ir do sol e o vir da lua...devo me apressar...embora não queira pois,
Pelas grades da janela desta biblioteca consigo me animar. Consigo ver que o sol hoje se foi, mas amanhã ele volta. Ele deve voltar. E isso me mostra que, dia após dia, posso sim renovar as esperanças e acreditar sempre em mim. Eu também sou como o sol. Eu também posso e devo voltar. E não desisto.
Gianluca di Valdo, 25 de Outubro de 2010
P.S.: Para aqueles que questionarem alguma coisa do tipo "Mas não é a Terra que gira em volta do Sol?" eu os tranqulizo dizendo que não faltei a essa aula de ciências/geografia...mas a ciência nunca terá verdadeiro sentido, quando se falar do que vem de dentro.
Num mundo que é só meu, tento com as minhas próprias palavras deixar as coisas mais simples. Desabafo um pouco, falo de mim e tento entender como percorrer alguns caminhos. Construo textos em sentenças pouco lógicas, confusas como minha estranha mente em crise. Resumindo, não vale a pena continuar. Ainda assim eu recomendo.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Descontrolando
Que ondas levem o meu barco. Que me ajudem a encontrar a minha rota. Que a consciência seja a minha bússola e que a inconsciência o meu leme. Dividido entre a razão, a emoção e o meu eu.
Rascunho
Pegando um lápis sem ponta,
Rabiscando rios, montanhas,
Palavras,
Caminhos.
Tentando delinear,
Definir,
A paisagem a me inserir.
E surgem linhas
Que contornam
Corpos iluminados pelo sol.
Nos traços de sorrisos incompletos.
Nas figuras de momentos
Que não se podem classificar.
Lágrimas de chuva.
Um guarda-chuva vermelho.
A asa de um pássaro ferido.
Rascunho.
É colorido.
E são pincéis
Colorindo passos
Riscos,
Definindo porquês.
É preto e branco.
E é uma borracha.
Apagando sentimentos.
Lápis,
Desenhando momentos.
São riscos,
Rabiscos.
Rascunho de uma paisagem
Que não se pode definir.
Apenas se redesenhar.
O tempo todo.
Preto. Cinza.
Azul. Vermelho.
Verde. Roxo.
Rabisco. Rascunho.
Gianluca di Valdo, 12 de Outubro de 2010.
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