Envenene almas indecentes,
Entorpeça vaidades esquecidas,
Iluda, desmascare,
Apele para falsas justificativas.
Guarde nas gavetas empoeiradas,
Do sotão do seu existir,
Liberdade impregnada de conter,
Largado ao consumo lento
E visceral do seu aspecto deprimente.
Encurte a duração dos seus dias,
Envenene as gotas do seu suor,
Se embebede com o absinto da infelicidade,
Seja o algoz, o fétido o selvagem.
Curve seu corpo lúgubre,
Até a posição do esquecimento,
Apague os vestígios imundos
Do seu curto, piedoso e fétido momento.
Porque a vida esqueceu de te sorrir.
Não importa o que fizer,
A qualidade do seu veneno,
A cor do seu suor,
A vontade dos teus olhos sujos.
O calor do seus braços fracos.
O padecer dos seus ossos fracos
Calcados no cálcio fosco e desgastado.
Vai ser sempre
A falsidade de uma existência sem motivo,
Segredos contados ao vento,
Inverdades, divindades,
Apagar de luzes, indelicadas ao se despedir.
Sensação de não precisar dormir,
A vida conccebida num caixote,
Na mesma forma, na mesma nota,
Na mesma fragrância, na mesma incerteza.
Não importa.
Onde estiver, o que for, o que quiser.
E que se envenene, por si só.
O mundo sujo, da felicidade
Sem motivo.
E o que faço com o meu sonho?
Pense nele amanhã.
Gianluca di Valdo, 09 de Outubro de 2011
Vai ser sempre
A falsidade de uma existência sem motivo,
Segredos contados ao vento,
Inverdades, divindades,
Apagar de luzes, indelicadas ao se despedir.
Sensação de não precisar dormir,
A vida conccebida num caixote,
Na mesma forma, na mesma nota,
Na mesma fragrância, na mesma incerteza.
Não importa.
Onde estiver, o que for, o que quiser.
E que se envenene, por si só.
O mundo sujo, da felicidade
Sem motivo.
E o que faço com o meu sonho?
Pense nele amanhã.
Gianluca di Valdo, 09 de Outubro de 2011