quinta-feira, 29 de abril de 2010

Frondoso


Frondoso

Um mundo de sentimentos.
Sofrimentos.
Emoções que não podem ser...
Que não têm razão de ser,
E, exatamente por isso,
São emoções.

Estou parado, congelado.
Espectador.
Não me arrisco,
Não me atrevo.
O salto é grande, imenso,
Abismo.
O salto é impossível.
Impossível?

Distância.
Saudade.
O vento continua envolvendo
Os ramos frondosos
De uma árvore retorcida.

A emoção está aqui.
Poderia me esconder,
Ou poderia me envolver,
Assim como o vento faz,
Com a mesma árvore frondosa;

Sobreviver não é preciso.

Amar não é preciso

E mesmo assim,
Luto e desejo
A sobrevivência e o amor
Do qual poderia me alimentar.

Viver além do conceito cru
E púrpura de um livro de auto-ajuda.
Porque comigo é mais.
Em mim é maior.
Eu sou eu.
E estou aqui.
Não quero o vento e...
Preciso do vento.

Sou uma árvore frondosa que
Precisa ser envolvida pelo vento.
Meus galhos retorcidos
Precisam sentir a suavidade
Da pureza deste vento de verão
E é o vento que traz a esperança
De ser além da sobrevivência.
De poder alçar vôo,
Partir e nunca mais voltar,
Guiado pela emoção
Do momento
Que ainda não me atrevo a arriscar.

Raone Tomazelli (escrito em 27/04/10)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Abstração

Boa noite!

enfim, chega ao fim, finalmente e por fim mais um dia. (que ênfase hein?!)

E é com ênfase mesmo que quero terminar mais um dia. E hoje foi um dia bom. Dia em que consegui realizar tudo o que me propus, mesmo que na mesma maré de idas e vindas de idéias e pensamentos que me atormenta, e ao mesmo tempo, fascina todos os dias.

Queria dar boas vindas aos novos leitores do blog. Ainda são poucos, mas considero cada um de vocês. Pra mim, compartilhar é preciso e ter vocês aqui, me acompanhando, me garante um gás fantástico pra escrever.

Bem, o texto de hoje se intitula "Abstração"

A solidez inexistente de ventos abstratos.
O proferir loucuras,
sem nexo
deixando as palavras fluirem
livres,
únicas,
loucas.

Este é o momento
O momento a que me propus
O dia que se encerra e,
Aqui dentro,
A inesgotável
Capacidade de querer fazer fluir...

Foi hoje.
O dia em que o sol amanheceu em silêncio
Mas não me deixou dormir mais um pouco.

Foi hoje,
Que a Lua manifestou indecente
As suas formas cândidas
O seu luar "luástico",
O seu ser..."fantástico".

É hoje, foi hoje e ainda será
o dia que minha poesia não tem
Sentido <---->
Não tem direção.
Não sabe onde ir.
Não tem pontuação.
Correta Pontuação.

Porque,
Me propus
A ser liver.
O incansável caçador
de Pipas.

O louco amante
de noites traiçoeiras
As mesmas que, de forma traiçoeira,
se tornam também amantes.

Não busque um sentido.
Não existe.
Não existe no "além-mim".

É meu.

E mais uma vez...

É hoje.

E Eu estou Feliz.

Raone Tomazelli (louco) 26/04/2010


(tive que ir...)

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Frase

"Para os dias inutilmente azuis que tentaram encorajar meus passos, eu peço desculpas, mas a feliz tristeza de gotas de chuva prateadas fizeram sempre em mim, melhor efeito"

Raone Tomazelli 12/04/2010

sábado, 10 de abril de 2010

Sonho e Realidade


Num misto de momentos doces e amargos,
suaves e...
rudes.

Bondade, Maldade,
Tudo se confunde,
e nada é tão simples.

Mas também,
não tão complicado assim.

A realidade não é real,
a partir do momento
que sonho não é sonho.

O real, então,
pode ser sonho.
Da mesma forma que,
o sonho,
pode ser real.

Um misto de sensações,
direções, caminhos a seguir.
Uma estrada, um caminho.
E eu sei pra onde ir.
E eu não sei pra onde seguir.

Mas o que é sonho,
O que é real?
O que é realmente sonhável
e o que é um sonho em potencial realidade?!

Mais uma vez no mesmo ponto. Fugindo dos conceitos simplórios, insuficientes para explicar o que se passa aqui dentro. Talvez tenha que inventar meu próprio "dicionário" dos sentimentos...

Raone Tomazelli 10/04/2010

domingo, 4 de abril de 2010

Palavra jogada na cara



Uma palavra a mais.
Nenhuma palavra a menos.
Demais, tudo demais.

As palavras jorram,
Enfurecidas,
Escapam,
Saltam,
Insanas,
Loucas,
Atravessam o pequeno espaço
Que existe entre duas pessoas
Que gritam e dilaceram
A vida uma da outra.
As palavras são armas que machucam, muito.
Entram na alma, acabam com tudo.
Fazem perder a noção da realidade.
As palavras ecoam. Acabam. Piedade não há.
São como cães ferozes, instigados a destruir.

As palavras ferem.
Causam feridas sem cura.
Apenas o tempo faz com que a dor seja suportável.
Apenas suportável.
Fragilidade. Impotência.
Lágrimas quentes que escorrem de olhos em chamas.
Suspiros, gemidos.
Dor, apenas a dor.
Culpa das Palavras,
culpa do tempo.
Um coração acelerado,
um sentimento espremido.
Ausência de voz.
Ausência de paz.

Apenas se diz,
Apenas se ouve.
É a dor.

da palavra jogada na cara.

Raone Tomazelli 04/04/2010