sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

31 de Dezembro de 2010



Estou quase saindo de casa já, mas antes precisava deixar registrado aqui meu último dia de 2010.
Foi um ano um pouco "complicado", muitas surpresas, momentos bons, outros nem tanto. Muitas dúvidas, perguntas, porquês, satisfações, decepções...foi um ano "muito". 
Não posso deixar de agradecer a todos os que esiveram do meu lado, de uma forma ou de outra, me dando apoio, me incentivando, acreditanto em mim, me criticando, me odiando...agradeço realmente a todos que passaram pela minha modesta história em 2010. Pois é de bem e de mal que nos construímos, aproveitamos ou descartamos de acordo com o que nos parece mais conveniente. Enfim, obrigado. 

Tentei fazer um vídeo para postar aqui hoje, mas o tempo não vai dar pra postar. Deixa pra amanhã ou domingo.

E lá vou eu...

2011, vem aí!

Gianluca di Valdo, 31 de Dezembro de 2010

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Voar, respirar, o ar


Quero encontrar o ar
Que existe nos Pulmões
Somente de
Quem aprendeu a voar.

Preciso encontrar o respiro
De quem conseguiu
Ir além,
Teve coragem,
Bravura,
Sem medo das Verdades.

Verdades de quem
Teve Coragem,
De quem desafiou
O tempo
E o destino.
De quem construiu
De quem fez,
De quem caminhou,
De quem se construiu, fazendo caminhos.

Os caminhos
De quem deixou
Marcas,
De quem coloriu
Fardas.

De quem deus esperança,
A olhos já perdidos,
De quem regou uma planta,
Sem poder sobre o destino.

Tenho vontade desse ar,
Selvagem,
E de me sentir
Como diante
De uma platéia,
Numerosa, atenta,
Me observando respirar.
Esperando, em mim,
A verdade, o sopro,
A esperança, o alcançe,
A admiração,
Pela minha vontade
De querer voar.

Quem me dera eu,
Fazer além, de admirar.
Eu preciso desse ar
E aí sim,
Quiçá, aprender mesmo
A Voar.

Gianluca di Valdo, 27 de dezembro de 2010

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Tentei

Sonhos são universos tentadores,
Insensatos invasores,
Destruidores de realidades,
Criadores de possibilidades.

Sonhos são fantasias
De um dia-a-dia,
Esperanças do ir e vir;
Justificativas,
Do ser e não ser.

Máscaras da realidade,
Empossados de liberdade,
Criadores de cometas.
Incentivadores,
Articuladores de poetas.

Sonhos se atrevem,
Irrompem os ares,
Transformar verdades,
Preto e Branco em Cores,
E nós, expectadores.

Atingidos pelo que não pode ser,
Argumentando contra a fé,
Estimulando a imaginação,
Mas tudo pode ser agora, não?

Os sonhos cultivam mágicas,
Colocam as vidas em páginas,
Diários velhos são escritos,
Adeus, Tchau, até logo existo.

Mas sonhos não constroem,
Apontam caminhos,
Se escondem,
Rosas não são só espinhos.

E trilhar é possível,
A realidade, imprevisível.
O sonhar é preciso,
O reviver improvável.

Porque os sonhos,
Nos protegem da verdade,
Acalmam a alma,
No seio das possibilidades.

Apenas um passo
E depende de nós,
Separar o que é concreto,
Ares e pós.

Tentei, Arrisquei.
Se ainda assim não for,
Eu sei exatamente,
Como não deixar,
Meu sonho virar pó.


Gianluca di Valdo, 22 de Dezembro de 2010