quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Blog com nova cara...

                                               ...reconstruindo.                         

                                                                                   Aguarde.




Gianluca di Valdo, 25 de Novembro de 2010

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Desconstruindo




Segredos de uma madrugada cor de rosa.
Momento em que a verdade, nua,
Invade as nossas mentes
E nos faz perguntar por quê.


    Poderíamos apenas ignorar, passar, ultrapassar.

Fingir que não é conosco. Esquecer. Mas nem sempre dá e é bem complicado isso. São momentos em que ou você se torna realidade, ou continua só sonho, na esperança de não confirmar uma ilusão.

São as vezes em que você se permite ser você para o outro. É tudo um segredo, uma conspiração que você 

faz a você mesmo.

São silêncios que falam, palavras que silenciam...São gestos que chamam, cativam...poesia.
São pedaços de nuvem azul anil...são flocos de algodão, uma gota de chuva no sertão, febril.


É você dentro de si mesmo questionando verdades, impondo valores, desconstruindo e reconstruindo canções,

Num quebra-cabeça interminável. Na esperança de poder ver ele montado, pendurado na parede.

                                                                              E sabe?


                                                                                                               Palavras ao vento, não mais.

Choros contidos, não.
                                                                                        
                                                                                                  Risadas forçadas, não.

                       Falso desentendimento, não mais.

Ilusões de momento, não.

                                
                               Supérfluo e Passageiro, não.


Sincero e verdadeiro.

Eterna desconstrução.

Gianluca di Valdo, 22 de Novembro de 2010




terça-feira, 16 de novembro de 2010

Falso pudor


Você e a sua capacidade insana de dilacerar corações, num jogo sujo de infidelidade e manipulação.
Trocou dias claros por noites rubras e sem pudor. Elegeu o sexo como sua dádiva e não o amor.
Incendiou os caminhos da verdade, destruiu as pistas de um possível reencontro. Acabou com a esperança, da chegada, extinguiu os sinais da partida. Apagou certezas. Encobriu com nuves a esperança pelo sol. Colocou água de chuva em vidros sem cor. Poesias falsas. Palavras apenas de rancor. Ódios e desafetos. Corações inquietos. Perplexo.

Inqueito,
Perplexo,
Inqueito,
Perplexo.

Ir pra onde?

Não sobrou nada, além da nostalgia, noites em claro e falso pudor.


Minhas palavras não tem destintário. Mas existe um discurso. Subcoscientes, consciências incompletas, insensato como o dia que quer nascer sem ser percebido. Sim, é ilógico, irracional e ainda assim é meu mas é para alguém. Quem? Se descobrir, me conte.


Gianluca di Valdo, 16 de Novembro de 2010

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Cattttedrali

Bom dia,

Seguindo a linha do texto de ontem, ainda me sinto um pouco que deseperançoso. Uma sensação de que não estou fazendo nada certo as vezes invade a minha tranquilidade e me joga contra a parede. Preciso de soluções que me tornem realmente o que prego ser. Uma crise de identidade? Talvez. Não sei de muita coisa, só sei que quero escrever. E que tudo vai dar certo. E que eu sou um covarde. E que, em alguns aspectos, a vida é muito generosa comigo. Admito. E que em alguns outros...

Os sinos de uma Catedral,
As flores, em um Mural,
A caravana da Esperança,
A decadência da Justiça.

Expedições sem missões válidas.
Caravelas, ao mar,
Sem o objetivo de chegar.
São abismos de tristeza
E solidão,
Que antecipam
O desejo do pôr do sol.

Caminharia estradas,
Atento às pegadas,
Dos que o mundo atravessaram,
Na expectativa
Do que não realizaram.
Expectativas,
Por sonhos foscos que
Não se perpetuam.
A quebra do encanto,
Do exaustivo repetir,
Da falsa certeza de
Viver.

Sobreviver, Viver.
Sonhar, Realizar.
Querer, Ter.
Desejar, Amar.

Contastes .

Como julgar,
Como conter,
Como prever.

Os sinos de uma catedral
Ecoam por entre paredes de concreto.
Flores brancas de um mural
Apenas enfeitam o sentimento.

E forma-se a trilha sonora
Embelezada pela ilusão
De apenas uma hora.
Tanto para
As emoções que decidi escrever
E para aquelas que não consegui viver.

Desafios de um "Eu lírico" real e imaginário.

Gianluca di Valdo, 09 de Novembro de 2010

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Detalhe técnico

Acho que estou ficando cansado da cara desse blog. Aguardem mudanças.

Ridículo

Existe uma porta que não se fecha, mas não se abre.
Existe algo de interessante atrás dela, alguma coisa que eu sei mais ou menos o que é, que anseio por ter de verdade, mas a porta que me divide desse tesouro não consigo abrir.
Parece que vai ser sempre existir alguma coisa, me impedindo de chegar nesse quarto.
Lembrei de uma música, mas dizer qual é seria revelar demais e hoje não estou disposto a ser transparente.
Não com quem me lê. Se bem que, para algumas pessoas preciso falar pouco. Elas entendem, mesmo as vezes fingindo que não. Segue então o texto de hoje (que ainda não fiz).

Ridículo.

Meu obejtivo é viver.
Crescer,
Alcançar.

Meu objetivo é desbravar.
Abrir caminhos,
Tocar alguns hinos.

Minha felicidade consiste
No arriscar
Em me aventurar.

Conhecer terras distantes,
Torná-las próximas de mim,
Me tornar parte delas e,
Nelas, ser sempre e
Para sempre,
E apenas, Eu.

Que ridículo...

Na realidade, nada disso faz sentido.
Na contradição entre os meus versos
Incertos,
O meu coração segue, iludido.

Pois minhas palavras são
Apenas o parafrasear
De atos incompletos,

O enganar a mim mesmo,
De que posso
Ser mais do que sou.

A tentativa frustrada
De encontrar as rimas certas.
De ser soberano,
No que penso,
E faço.

Não posso abrir a porta,
Será possível?
O quarto que existe alí
Talvez não possa pertencer a mim.

Mero mortal, de versos incompletos.

Gianluca di Valdo, 08 de Novembro de 2010

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O que conseguir me roubar o ar

Dedicaria minha vida inteira
Àquilo que me tirasse o ar.
Me deleitaria em sonhos infinitos,
À realidade que não me despertasse;
Dedicaria versos, cantos inglórios,
Justiças injustas,
Falas sem sentido,
Vôos sem direção,
Versos esquisofrênicos,
Desespero de palavras
Em serem eternizadas
Em frágeis folhas de papel.
Por aquilo que me tirasse o ar.

Branco.
Tudo é branco.
Rabiscos de tinha preta.
Como lágrimas
Dos olhos de uma noite
Que anseiam por sentimento,
Daqulio que lhe tirasse o ar.

Enganaria a vida,
Ludibriado por
Sinceras mentiras,
Daquilo que me tirasse o ar.
Me perderia
Em jardins secretos,
Louco para,
Perdido
Não me encontrar.
Se o proprietário fosse,
Aquilo que me tirasse o ar.

Saltaria Penhascos,
Os mais altos,
Esperando
Pelos teus abertos braços,
Fosse onde fosse.
Me bastaria a certeza,
De que estaria lá,
O que me tirasse o ar.

Seria a sinceridade.
A lealdade.
Corpos que se amam
Luzes que se roubam.
Gestos que se completam,
Sons que se perpetuam,
Pela eternidade,
Dos sentimentos,
Entre meu ser,
E aquilo que me tirasse o ar.

Seria a perfeição.
Um sonho de verão.
A Paixão.
E adeus à solidão.
Seria assim,
Se eu encontrasse,
O que me tirasse o ar.

Branco.
Tinta.
Lágrimas de tinta.
Uma folha em branco.
As palavras que
Não sei escrever.
Dependo do que,
Um dia,
Conseguir, enfim,
Me roubar o ar.

Gianluca di Valdo - 05 de Novembro de 2010

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Capítulo 1 - Laura

Boa tarde,

hoje tem novidade no blog! Uma idéia que tive faz algum tempo, mas que nunca tive tempo para começar a colocar em prática. A idéia é a seguinte: a exemplo do que acontecia no passado, em jornais e publicações semanais e/ou mensais só que adaptando para o meio eletrônico, estarei publicando, mensalmente, capítulos daquilo que, no final, quem sabe se torne um livro. Pode ser que antecipe, ou atrase alguns cápítulos, mas estarei sempre aqui pensando nessa história. Espero que gostem e aguardo opiniões/sugestões. O titúlo para essa história eu ainda não tenho, até porquê, o título fica para o final. Só sei que a história é sobre uma menina chamada Laura. O que vai acontecer, eu também não sei. Vamos começar?


CAPÍTULO 1

Laura

Ela tinha cabelos longos. Castanhos e longos. Seu rosto tinha um formato elegante, porém simples. Enigmático. Seus olhos também castanhos chamavam a atenção por como conseguiam atravessar a alma de quem a olhasse fixamente. Laura era assim. Uma menina de 16 anos com muitos sonhos, muitos objetivos, muita vivacidade, inteligência e simpatia, um conjunto que causava, ao mesmo tempo, admiração e espanto. Como alguém poderia ser "tanto"? Laura fugia do estereótipo de que "uma garota bonita não pode ser inteligente". Laura era linda e inteligente. E complicada.

Ninguém sabia muito bem o que se passava na cabeça dela quando a porta do quarto era trancada e nele a jovem menina passava horas e horas sozinha, imersa em si mesma ao som altissimo da mais variada seleção de músicas que se pode imaginar. Apenas sabia-se que Laura escrevia. Perdia-se em escritas sem fim, de vocabulário difícil, de profundidade inquestionável. Laura escrevia cartas endereçadas a um destinatário que nunca ninguém conseguiu identificar.

Pela pacata rua da cidade londrina, em Setembro de 1962, na casa branca de janelas verdes e tijolinhos no muro da frente, Laura passava seus dias em companhia da mãe viúva e da irmã Carolina. Eram uma família feliz, apesar de todas as dificuldades advindas com a morte do pai dois meses antes. A situação financeira não era das melhores, porém contavam com a ajuda de familiares que viviam numa cidade vizinha e do exaustivo trabalho da mãe em um restaurante no centro da cidade. Aos poucos esperavam recuperar a situação financeira que tinham antes da morte do Sr. Carlini. Ainda não sabiam como isso aconteceria, mas a mãe de Laura garantia isso todos os dias para as filhas:

- Minhas filhas, a mãe de vocês está trabalhando muito, para que tudo volte a ficar bem.

A Sra. Carlini era uma mulher muito dedicada à família. Na verdade, e em resumo, a família era sua vida.
Laura admirava muito sua mãe e ajuadava a cuidar da irmã mais nova sempre que as atividades escolares e alguns afazeres domésticos não lhe ocupavam o tempo. Depois disso escrevia e escrevia. Escrevia sem vontade de parar. Escrevia até o momento que os olhos não aguentavam mais e se fechavam para que no outro dia tivesse forças para começar tudo de novo. E essa era Laura. Era?

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Poeta Cinza

O cinza desta manhã, como geralmente acontece, veio me "inspirar". Coloco aspas pois, na verdade, não sei se posso chamar de inspiração o fato de estar aqui faz uns 10 minutos tentando começar um texto, mas, enfim, tive uma grande vontade de escrever. Espero que eu coloque para fora alguma coisa digna da vossa leitura....

Em si só.



Não preciso de sóis
Para iluminar os meus versos.
Não preciso do perfume de jasmin.
Não preciso de belas paisagens.
Não preciso de beijos,
Abraços e,
Poéticos encontros.
Só preciso de mim.

A alma do poeta só,
O livre se sentir,
Solto em si,
É, em si, a mais completa
Forma de inspiração.
Apenas só.
Em si só.

Sérá verdade que,
De tanto em tanto,
Alguns fatos alegrarão,
Ou entristecerão
O meu dia.
Ainda assim,
Será de mim,
A minha Inspiração.
De mim,
Em mim,
Sim, sim,
De mim.
Só.
Em mim só.

Uma fonte inesgotável
De sensações,
Palavras,
Gestos,
Alegrias e,
Provocações.

Emoções profundas,
Tensões superficiais.
Fantasias imundas,
Notícias de jornais.

Só, em mim,
Sim,
Em mim,
Só.
Para mim,
Em mim,
Inesgotável,
Como o cinza
Eterno desta cidade só.

Sozinho.
Inspirado.
Cinza.

O poeta só.
O poeta cinza.
Em si só.


Poeta Cinza, 03 de Novembro de 2010