Existe uma porta que não se fecha, mas não se abre.
Existe algo de interessante atrás dela, alguma coisa que eu sei mais ou menos o que é, que anseio por ter de verdade, mas a porta que me divide desse tesouro não consigo abrir.
Parece que vai ser sempre existir alguma coisa, me impedindo de chegar nesse quarto.
Lembrei de uma música, mas dizer qual é seria revelar demais e hoje não estou disposto a ser transparente.
Não com quem me lê. Se bem que, para algumas pessoas preciso falar pouco. Elas entendem, mesmo as vezes fingindo que não. Segue então o texto de hoje (que ainda não fiz).
Meu obejtivo é viver.
Crescer,
Alcançar.
Meu objetivo é desbravar.
Abrir caminhos,
Tocar alguns hinos.
Minha felicidade consiste
No arriscar
Em me aventurar.
Conhecer terras distantes,
Torná-las próximas de mim,
Me tornar parte delas e,
Nelas, ser sempre e
Para sempre,
E apenas, Eu.
Que ridículo...
Na realidade, nada disso faz sentido.
Na contradição entre os meus versos
Incertos,
O meu coração segue, iludido.
Pois minhas palavras são
Apenas o parafrasear
De atos incompletos,
O enganar a mim mesmo,
De que posso
Ser mais do que sou.
A tentativa frustrada
De encontrar as rimas certas.
De ser soberano,
No que penso,
E faço.
Não posso abrir a porta,
Será possível?
O quarto que existe alí
Talvez não possa pertencer a mim.
Mero mortal, de versos incompletos.
Gianluca di Valdo, 08 de Novembro de 2010

Ridículo é achar que será apenas você ["E apenas, Eu."]. Seu texto grita: Egoísmo! E eu gosto assim, pessoas egoístas, que tem amor próprio, que se importam com sua própria opinião. Isso vale muito. Só não seja sempre egoísta. (:
ResponderExcluir