Boa tarde,
hoje tem novidade no blog! Uma idéia que tive faz algum tempo, mas que nunca tive tempo para começar a colocar em prática. A idéia é a seguinte: a exemplo do que acontecia no passado, em jornais e publicações semanais e/ou mensais só que adaptando para o meio eletrônico, estarei publicando, mensalmente, capítulos daquilo que, no final, quem sabe se torne um livro. Pode ser que antecipe, ou atrase alguns cápítulos, mas estarei sempre aqui pensando nessa história. Espero que gostem e aguardo opiniões/sugestões. O titúlo para essa história eu ainda não tenho, até porquê, o título fica para o final. Só sei que a história é sobre uma menina chamada Laura. O que vai acontecer, eu também não sei. Vamos começar?
CAPÍTULO 1
Laura
Ela tinha cabelos longos. Castanhos e longos. Seu rosto tinha um formato elegante, porém simples. Enigmático. Seus olhos também castanhos chamavam a atenção por como conseguiam atravessar a alma de quem a olhasse fixamente. Laura era assim. Uma menina de 16 anos com muitos sonhos, muitos objetivos, muita vivacidade, inteligência e simpatia, um conjunto que causava, ao mesmo tempo, admiração e espanto. Como alguém poderia ser "tanto"? Laura fugia do estereótipo de que "uma garota bonita não pode ser inteligente". Laura era linda e inteligente. E complicada.
Ninguém sabia muito bem o que se passava na cabeça dela quando a porta do quarto era trancada e nele a jovem menina passava horas e horas sozinha, imersa em si mesma ao som altissimo da mais variada seleção de músicas que se pode imaginar. Apenas sabia-se que Laura escrevia. Perdia-se em escritas sem fim, de vocabulário difícil, de profundidade inquestionável. Laura escrevia cartas endereçadas a um destinatário que nunca ninguém conseguiu identificar.
Pela pacata rua da cidade londrina, em Setembro de 1962, na casa branca de janelas verdes e tijolinhos no muro da frente, Laura passava seus dias em companhia da mãe viúva e da irmã Carolina. Eram uma família feliz, apesar de todas as dificuldades advindas com a morte do pai dois meses antes. A situação financeira não era das melhores, porém contavam com a ajuda de familiares que viviam numa cidade vizinha e do exaustivo trabalho da mãe em um restaurante no centro da cidade. Aos poucos esperavam recuperar a situação financeira que tinham antes da morte do Sr. Carlini. Ainda não sabiam como isso aconteceria, mas a mãe de Laura garantia isso todos os dias para as filhas:
- Minhas filhas, a mãe de vocês está trabalhando muito, para que tudo volte a ficar bem.
A Sra. Carlini era uma mulher muito dedicada à família. Na verdade, e em resumo, a família era sua vida.
Laura admirava muito sua mãe e ajuadava a cuidar da irmã mais nova sempre que as atividades escolares e alguns afazeres domésticos não lhe ocupavam o tempo. Depois disso escrevia e escrevia. Escrevia sem vontade de parar. Escrevia até o momento que os olhos não aguentavam mais e se fechavam para que no outro dia tivesse forças para começar tudo de novo. E essa era Laura. Era?
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