Dedicaria minha vida inteira
Me deleitaria em sonhos infinitos,
À realidade que não me despertasse;
Dedicaria versos, cantos inglórios,Justiças injustas,
Falas sem sentido,
Vôos sem direção,
Versos esquisofrênicos,
Desespero de palavras
Em serem eternizadas
Em frágeis folhas de papel.
Por aquilo que me tirasse o ar.
Branco.
Tudo é branco.
Rabiscos de tinha preta.
Como lágrimas
Dos olhos de uma noite
Que anseiam por sentimento,
Daqulio que lhe tirasse o ar.
Enganaria a vida,
Ludibriado por
Sinceras mentiras,
Daquilo que me tirasse o ar.
Me perderia
Em jardins secretos,
Louco para,
Perdido
Não me encontrar.
Se o proprietário fosse,
Aquilo que me tirasse o ar.
Saltaria Penhascos,
Os mais altos,
Esperando
Pelos teus abertos braços,
Fosse onde fosse.
Me bastaria a certeza,
De que estaria lá,
O que me tirasse o ar.
Seria a sinceridade.
A lealdade.
Corpos que se amam
Luzes que se roubam.
Gestos que se completam,
Sons que se perpetuam,
Pela eternidade,
Dos sentimentos,
Entre meu ser,
E aquilo que me tirasse o ar.
Seria a perfeição.
Um sonho de verão.
A Paixão.
E adeus à solidão.
Seria assim,
Se eu encontrasse,
O que me tirasse o ar.
Branco.
Tinta.
Lágrimas de tinta.
Uma folha em branco.
As palavras que
Não sei escrever.
Dependo do que,
Um dia,
Conseguir, enfim,Me roubar o ar.
Gianluca di Valdo - 05 de Novembro de 2010

Nenhum comentário:
Postar um comentário