Seguindo a linha do texto de ontem, ainda me sinto um pouco que deseperançoso. Uma sensação de que não estou fazendo nada certo as vezes invade a minha tranquilidade e me joga contra a parede. Preciso de soluções que me tornem realmente o que prego ser. Uma crise de identidade? Talvez. Não sei de muita coisa, só sei que quero escrever. E que tudo vai dar certo. E que eu sou um covarde. E que, em alguns aspectos, a vida é muito generosa comigo. Admito. E que em alguns outros...
Os sinos de uma Catedral,
As flores, em um Mural,
A caravana da Esperança,
A decadência da Justiça.
Expedições sem missões válidas.
Caravelas, ao mar,
Sem o objetivo de chegar.
São abismos de tristeza
E solidão,
Que antecipam
O desejo do pôr do sol.
Caminharia estradas,
Atento às pegadas,
Dos que o mundo atravessaram,
Na expectativa
Do que não realizaram.
Expectativas,
Por sonhos foscos que
Não se perpetuam.
A quebra do encanto,
Do exaustivo repetir,
Da falsa certeza de
Viver.
Sobreviver, Viver.
Sonhar, Realizar.
Querer, Ter.
Desejar, Amar.
Contastes .
Como julgar,
Como conter,
Como prever.
Os sinos de uma catedral
Ecoam por entre paredes de concreto.
Flores brancas de um mural
Apenas enfeitam o sentimento.
E forma-se a trilha sonora
Embelezada pela ilusão
De apenas uma hora.
Tanto para
As emoções que decidi escrever
E para aquelas que não consegui viver.
Desafios de um "Eu lírico" real e imaginário.
Gianluca di Valdo, 09 de Novembro de 2010

♫ in ogni tua vittoria il sacrificio è singolo ♪
ResponderExcluirSinto ao medieval quando você cita "catedral", "concreto", sinto natureza quando você diz "mar", "pôr-do-sol", "flores", "sentimento"... Gosto da junção do que é sombrio com o singelo.
ResponderExcluirFaço minhas as palavras da Paula
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