quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Novos rumos!

Bem, as férias estão chegando ao fim e em alguns dias estou como o Harry Potter partindo para Hogwarts. A diferença é que ao invés de uma coruja e livros de magia, levo nas malas meus materiais de projeto e desenho.

Em relação a essas férias eu queria dizer que aprendi muita coisa. Apesar das horas passadas apenas em frete ao PC, atualizando redes sociais, no cúmulo da futilidade e do extremo mal uso da minha inteligência, tive muita coisa a aprender, a esquecer e a começar.
De fato, vim para casa um tanto quanto perplexo. Mil coisas passavam na minha cabeça no momento, tipo "ah, vou repetir Cálculo A" e "perdi alguns amigos sem querer" (longa história). Também tinha um ponto de interrogação do tamanho da Estátua da Liberdade sobre umas questões, digamos, sentimentais. Mas até aí, vai, nada de tão estranho assim. Estamos falando de Rao, ops, Gianluca Toma, quer dizer, Gianluca di Valdo (e seus dilemas).

Aí cheguei e resolvi que me daria um tempo. Um tempo de tudo. Um tempo pra mim. Pra fazer o que tivesse vontade, pra me preocupar menos com os outros. Pra me dedicar a responder minhas próprias perguntas e pra mandar praquele lugar o que me incomodasse. Resolvi ser o cúmulo da minha autossuficiência. Resolvi ser o centro do mundo.

E eu fiquei um tanto quanto mal as vezes por isso. Dói ficar sozinho. Você não pode contar com nada, nem ninguém. As pessoas cobram sua presença e você precisa arrumar desculpas, mas você não está a fim de desculpas...e então, você passa a ser um grosso, um estúpido. Sim, e daí?

Fui parar no fundo do poço. Eu e minha solidão, minha tristeza. E aquilo, de uma certa forma, me fazia bem. Uma crise de se descobrir porque estás a sós com si mesmo. Foi quase mágico.
E eu fui chegando a algumas decisões, pelo menos as ideais para o próximo momento.

E então, de repente, começaram a mudar alguns rumos. Até em Cálculo eu passei, rs. Tive a grande sorte de poder ter de novo alguns amigos especiais, na verdade um em especial. Fiz uma análise de quem está de fato comigo, quem me leva a sério e quem merece minha atenção. Dei um adeus especial. Infelizmente, não dava mais pra ser. E como se não bastasse, olha que me aparece mais alguém pra me falar da lua desse inverno...

Mas essa, já é outra discussão.

Enfim é isso. Usei esse blog meio que como um diário por hoje, para que eu não me esqueça que, no final das contas, depende mais da gente do que dos outros e de que sim, eu sou capaz de tudo que quiser.

Gianluca di Valdo, 18 de Agosto de 2011

domingo, 14 de agosto de 2011

Novo, de novo.

E tudo é novo.

Sinto uma voz suave,
Um ar ligeiro,
Um expresso para Nova Iorque,
Uma estrada de chão,
Uma autoestrada sem curvas.

Sinto o pó das estrelas,
Um violino lá longe,
Um violão afinado,
Um canto lindo e desbotado.

Sinto a perfeição do imperfeito,
Um suor, uma lágrima,
Um momento suspeito,
Um olhar de paraíso.

Sinto quão crua é a verdade,
Quão verdadeira, a possibilidade.
Quão sincero o discurso,
Quão sedutor e injusto.

Porque enfim se abrem novos caminhos,
Novas propostas, desafios e destinos.
Ergo a voz e posso cantar a minha canção,
Seguindo então, sempre
Apenas a minha própria,
Única e incomparável
Concepção.

Perfeição.


Gianluca di Valdo, 14/08/2011

sábado, 13 de agosto de 2011

Buraco?!




Sóis amarelos,

Girassóis num campo aberto,
Corridas desesperadas,
Insanidades premeditadas,
Palavras corriqueiras,
Outras que se arriscam.
Navios atracam,
Vôos decolam,
A cidade se move,
Freneticamente.


E você sai do poço.
Sinais de calmaria,
Finais de tempestade.

Aromas de lavanda, 
Esperanças renovadas...

Dias de verdade que parecem se estender,
possibilidades, sinceridades.
Novos sorrisos estampados,
Folhas verdes depois de um inverno longo, 
Curvas sensuais de uma lua branca.


Sentimentos de realidade.

Forças...de vontade.

E  é isso.

Por enquanto é só isso.

E eu dominarei o mundo.

Gianluca di Valdo, 14 de Agosto de 2011


Como gosto desse cheiro da maré calma.
A tempestade acabou.
Pelo menos por enquanto.

domingo, 7 de agosto de 2011

Buraco e Lama

E existe um buraco.
E nesse buraco de tanto em tanto eu caio,
E tenho dificuldade em sair, me levantar.
As vezes caio mais bruscamente, as vezes quebro algumas costelas.
As vezes ele parece mais fundo, as vezes bem raso.
E as vezes chove.
E eu estou lá dentro.
E sinto a água caindo, os pingos me molham,
O fundo é de terra, terra vermelha, terra com cheiro da terra vermelha de chuva.
E gota por gota respinga na minha roupa limpa,
Na minha inocência de quem não queria cair num buraco,
E chove mais forte.
E a terra se encharca.
E a água sobe e minha roupa fica também encharcada.
Sinto o peso de cada gota que ouço cair no poço,
Aumentando devagar o nível da água.
Meus pés fazem fadiga a se levantarem.
E talvez eu não queira que se levantem. 
Talvez não possa lutar contra a chuva...
E tudo dói.
A chuva machuca pela intensidade,
O buraco fica cada vez mais e mais escuro.
E não existe sinal de que isso tudo irá passar.
E o cheiro agora é de lama.
Da mesma lama que brinquei quando criança,
quando não haviam buracos...
Ou pelo menos nenhum problema maior que um joelho ralado
Ao cair num deles.
Fato é que, hoje, a chuva caiu forte.
E ainda estou lá dentro.
Dentro do buraco.
Sem esperanças.
A chuva vai cair e cair
E depois cessar
E depois cair de novo e de novo.
E eu apenas vou torcer,
Para não me afogar.

Enquanto vocês riem e não sabem do que falo. 

Gianluca di Valdo, 07 de Agosto de 2011