Trocou dias claros por noites rubras e sem pudor. Elegeu o sexo como sua dádiva e não o amor.
Incendiou os caminhos da verdade, destruiu as pistas de um possível reencontro. Acabou com a esperança, da chegada, extinguiu os sinais da partida. Apagou certezas. Encobriu com nuves a esperança pelo sol. Colocou água de chuva em vidros sem cor. Poesias falsas. Palavras apenas de rancor. Ódios e desafetos. Corações inquietos. Perplexo.
Inqueito,
Perplexo,
Inqueito,
Perplexo.
Ir pra onde?
Não sobrou nada, além da nostalgia, noites em claro e falso pudor.
Minhas palavras não tem destintário. Mas existe um discurso. Subcoscientes, consciências incompletas, insensato como o dia que quer nascer sem ser percebido. Sim, é ilógico, irracional e ainda assim é meu mas é para alguém. Quem? Se descobrir, me conte.
Gianluca di Valdo, 16 de Novembro de 2010

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