E aí?
Como você está?
Deixei seu sorriso atrás da parede daquela casa velha,
Que ela admire bastante,
Os dentes brancos, os olhos doces, as falas fáceis.
Que seja dela, o seu carinho,
Sua fala de amor,
Seu ódio, seu rancor.
Que ela simplesmente concorde,
Não interprete,
Não interrompa,
Não incomode.
Que ela te sustente,
Te ouça,
Te aguente.
Que cada vez que você se lembrar de mim,
Seus olhos vejam apenas a sujeira, da mesma parede velha.
Porque tudo envelhece, tudo padece,
Tudo entristece, desaparece...
Tudo acaba quando apenas concorda com você
Ao mesmo tempo que se destrói.
Auto-destrói.
E ainda assim, atrás da mesma parede velha.
Posso esquecer a lágrima de algum dia,
Em que você me trouxe realmente felicidade.
Pois sei que sou mais do que merece,
Mas menos do que precisa.
Acho que sou apenas, a lágrima atrás da parede.
Encontrou?
Gianluca di Valdo, 26/02/2011

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