segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Dia de nada, dia de tudo


E você pára.
O mundo,
de repente,
no silêncio.

Suspiro.

Inconfundível
Dia sem chuva,
Sem vento
E sem sol.
Sem cheiro.
Dia de nada.
Dia de tudo.
Dia em que apenas se é.

Auto-suficiente.

Sobrevivente.

Levado,
Embriagado,
Pelas esperanças foscas
De passados sem futuro
E futuros dos presente.
Momentos sem sabedoria.

Reflexão.

De nada.

De tudo.

Crucial.


Dia de perguntas.
Dia de respostas.
Vidros agora,
Se desembaçam.

Além de perguntas,
Respostas.

Esperanças.

Sim, respostas.

Reorganizando.
Revivendo.

Não apanas mais,
Sobrevivendo.

Dia de nada,
Dia de Tudo.
Chuva,
Sol,
Vento,
Calor,
Frio,
Mais nada e

Poesia.

Cheiro de nada,
cheiro de tudo.

Crucial.

Meu momento é,
por que não?

Agora,

No dia do nada.
No dia do tudo.


Gianluca di Valdo, 27/09/2010.

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