quinta-feira, 13 de maio de 2010

Entre mundos



A estrela mais sozinha,
Uma luz que não tem fim
E ninguém perto o bastante
Para admirá-la.

A força de uma lágrima quente e úmida,
Que atravessa os relevos e cavidades,
Suavemente dispostos,
De um rosto um tanto angelical.

A expressão do sentimento,
A emoção,
Extravasa. Êxtase.
Momento de purificação.
Desespero.
O poder de uma voz rouca e cansada
Que clama, ecoa...se impõe,
Na tentativa de mostrar o quão desesperada está.
Cansou de esperar. Esperar pra quê?
Esperar pelo quê?

O som da ilusão,
A ilusão da emoção.
Esperança jogada ao ar,
E pisada,
Quando chegada ao chão.

Gritos sufocados.
Emoções impossíveis.
Tristezas incompreendidas,
Sorrisos forçados.

Uma fortaleza a se quebrar,
Uma alma a alçar vôo.

O momento em que a noite cai,
O sol se vai,
E cada um é apenas pra si.
Refugiado na conversa
Com um travesseiro branco.
Admirando algumas estrelas,
E, de repente,
Em meio a toda a tristeza,
As quentes lágrimas,
E à voz rouca de solidão...
Existe apenas uma estrela no céu,
E ela brilha mais que qualquer uma.
Admiração.
Fascinação.

Hoje, uma estrela só, encontrou a admiração,
E pode, enfim, brilhar mais e mais,
Sem se sentir só.
Hoje, uma alma sem consolo,
Encontrou refúgio.
E pode sorrir,
Mais e mais.
Se sentindo única.

E então aconteceu o que um homem chamou de amor,
E a estrela,
De eternidade.

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