
Risos.
Passos.
Passos sorridentes.
Sorrisos que não passam.
Sorrindo.
Passageiro.
Pessoas.
Sorrisos.
Pessoas e mais...
Sorrisos.
Nada se enquadra.
Não faz sentido.
Não.
Nada mais.
Sorrisos e mais,
sorrisos,
e passos e passos e,
sorrisos.
Não.
Sentido não há.
O desafio de viver
entre o passar,
o sorrir
e o passar.
Repetição.
Alienação.
Sorrir.
Sobreviver.
E assim será,
até o momento que,
diferente me sentir.
Enquanto isso,
vivo sob a mesma
e cansada
luz âmbar
que ilumina
o meu
sorriso amarelo.
Passageiro.
Gianluca di Valdo, 29/08/2010
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