Escrever sobre o que hoje, ainda não sei. Mas vamos lá que já passei por isso e, as palavras simplesmente saem. E é assim que tem que ser. Tô tentando pensar em algo diferente da música que estou ouvindo, mas parece complicado. Vou tentar mesmo assim, pois não canso dela.
E amanhã acordo cedo,
Talvez tome um café quente,
Talvez não dê tempo.
Talvez ouça algum pássaro rouco cantar,
Talvez tenha a cabeça ocupada com outras coisas.
Ou talvez algo faça mais barulho.
Com pássaros ou não,
Vou levantar, sair, e vai ser mais um dia.
Vou começar com algumas promessas que não vou cumprir.
Vou terminar arrependido, ou, aliviado.
Talvez eu arrisque mais do que deva.
Talvez arrisque o necessário.
Talvez não deva nem levantar.
E não arriscar definitivamente nada.
Mas esse não é meu feitio.
Todo dia é dia de acordar e,
Encarar.
Seguir caminhos as vezes mais difíceis,
Tantas outras vezes, mas fáceis do que se pensou.
É aquela história de pedras no caminho sabe...
Ou talvez não sejam pedras...
Vai saber.
Só sei que é difícil falar do amanhã,
Mas mais difícil ainda é
Apenas dormir.
Fechar os olhos e esperar.
Sou ansioso demais.
Mas amanhã,
Ah, amanhã...
Alguns navios levantarão suas âncoras,
E outros atracarão.
Mas navios são grandes demais.
Crianças irão para a escola de mãos dadas,
Outras irão colhendo folhas pelo caminho.
Uns vão soltar lágrimas quentes,
Outros vão apenas mostrar sorrisos bonitos.
Uns se amarão,
Muitos outros se odiarão,
Alguns pedirão perdão.
Uns morrerão.
E eu?
Acho que apenas vou acordar.
E mal posso esperar.
Gianluca di Valdo, 25 de Setembro de 2011

Você já me perdoou?
ResponderExcluirApenas posso acordar.
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