No ritmo de uma nova canção,
Nos braços, quem sabe de uma nova direção.
Procurando um olhar de cumplicidade,
Desejando palavras, sonhos, realidades.
Ou que não seja nada disso.
Que seja apenas sensação,
Fixação, entorpecentes,
Vivendo quase loucamente,
Sedento por amoras silvestres,
Espinhos ou sabores envolventes.
O amor que espera na esquina
Deserta
Ou seria uma avenida movimentada,
Entre táxis amarelos, um céu de nuvens,
Paisagens isoladas?
O rancor, a dor,
A tristeza, a beleza e a felicidade,
A feiúra, ou as vezes apenas a realidade,
A esperança, a desgraça,
O apego, a solidão,
Perdão, ódio, razão...
Entre a pureza da morte e
A sarjeta da vida,
As flores desbotadas,
As lágrimas de chuva,
Vidros quebrados,
Corações expostos,
Palavras doces,
Venenos melosos,
Canção de ninar,
Barulho de rockstar.
Uma guitarra quebrada,
Um violino sem cordas,
Um piano de cauda,
Uma pavilhão sem auditório.
Uma voz, que as vezes se faz ouvir,
As vezes se faz sentir,
E as vezes se faz falar.
E se resolvesse...
Apena escutar?
Neblina da manhã,
Sangue da ferida
De um mês atrás,
Cheiro da saudade.
É um bosque de sensações,
Uma pacata ambição de querer...
Sobreviver e aproveitar.
E descobrir o melhor caminho
Sem nunca o encontrar.
Seria assim, para o resto da vida?
Confusão e possibilidades,
Destino.
Gianluca di Valdo, 22 de Setembro de 2011

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