Todos os dias acordo, penso no que aconteceu no dia anterior, no que vou fazer no que começa. Penso nos erros e nas mentiras e nos acertos e nas verdades. Penso sobre os propósitos que fiz e os que deixei de fazer, os que adiei e os que eu nunca vou cumprir. Penso em alguns sorrisos, uns rostos bonitos. Uns abraços que desejei, uns que tive e...abandonei. Penso em mim, em alguém, em nós...e é tudo tão inconstante, tão incerto e tão necessário e verdadeiro que tenho apenas a consciência de que estou vivo e de que aquele sou eu por mais um dia.
Colecionando olhares,
sorrisos cúmplices,
verdades insensatas e
por vezes incompletas.
Colecionando desejos de abraços
Carinhos,
Felicidades até o cansaço,
Profecias do além mar,
Estrelas do oriente que se pousam em céus que pintamos de azul.
Colecionando acasos incompreendidos,
Serenidades interpretadas,
Se arriscando em beijos delicados,
Arriscando mundos para um pouco de paixão,
E então se perder em sorrisos as vezes tímidos,
As vezes ousados, arriscados,
Quem sabe, embriagados,
Quem sabe, apaixonados.
E cada um teve sua singularidade,
Cada beijo um sentido,
Sempre tateando entre o inferno e o paraíso.
As vezes mais saborosos por pecado,
As vezes mais simples, angelicais...
Preferi os sensuais.
E cá estamos nós,
Escrevendo sobre paixões
Que se somam, se seguem
E se tornam histórias de vidas amorosas talvez
não tão comuns, ou comuns demais.
E então me despeço do meu mundo de lembranças, abraço meu travesseiro branco e espero acordar amanhã e ter novamente o que pensar, maldita e necessária carência...
Gianluca di Valdo, 05 de Setembro de 2011
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