segunda-feira, 8 de julho de 2019

Desafio do Direito ao Parêntesis

Nunca é tarde para se desafiar a escrever num espaço que é tão antigo, quanto importante. De uma época em que tínhamos mais tempo, ou éramos menos consumidos pelo trabalho, pelo stress, pela vida. Da época dos vinte e (bem) poucos, de outra década, outros sonhos, outros sorrisos, essências... mas também de tanta coisa que permaneceu exatamente no mesmo lugar provando que, apesar do que acontece lá fora, por dentro nunca nos tornamos exatamente muito diferentes do que sempre fomos. Deve existir uma alma. Uma coerência, um norte. Não sei. 

Mas com certeza sei que deve existir de vez em quando o direito a um parêntesis nessa vida estranha que nos permita parar para explicar algumas coisas. Que nos dê um respiro, uma chance de seguir, direto à saudade e ao toque de melancolia que nos faz bem. Senão a vida vira só esse atropelo de palavras, cheia de erros de digitação, discursos interrompidos pelo correr afobado de dias e dias e dias com muito sol e pouca chuva. Ar seco demais, regras, prazos. Não. Parêntesis. 

Sinto que eu e uma amiga nos desafiamos ao direito de um parêntesis. E que assim seja. 

De volta. 

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