O que está por fora,
O que nos limita, nos contorna, nos envolve e nos cabe.
Como se o nosso corpo
Não tivesse a real missão de nos conter.
Ou o fizesse apenas em aparência.
Para parecermos decifráveis,
Finitos. Inteligíveis.
Fáceis e possíveis.
Para parecermos reais.
Tangíveis.
Banais?
Quando, na verdade
Virados do avesso, somos feitos de universos.
Infinitos, incompletos, explosivos, desconexos.
Brilhando em excesso.
Ofuscados em luz,
Incompreensíveis.
Claros demais.
Barulhentos e impossíveis.
Desordenados.
Alinhados e confusos.
Numa plena exposição de luz e som.
Uma miríade de estrelas em sequência e sobrepostas.
Tão próximas, milimetricamente próximas.
Impossíveis de serem separadas e entendidas.
Apenas admiradas, sentidas em seu calor.
Decidindo o que fazer com a energia que delas emanam.
Individualmente. Em conjunto. Sobrepostas.
É realmente difícil.
É maravilhosamente difícil e frustrante,
Ao mesmo tempo.
O caos de dentro, num infinito dentro de outro.
E de novo. E de novo. E de novo.
O corpo diz que não.
O corpo diz que cabe.
Enquanto, por dentro,
Brilhamos e pegamos fogo,
Nos maravilhamos e ficamos cegos,
Envolvidos na beleza de uma luz incandescente.
Que dá a vida e que a destrói.
E então dizem que somos feitos de luz.
Concordo.
Como se o nosso corpo
Não tivesse a real missão de nos conter.
Ou o fizesse apenas em aparência.
Para parecermos decifráveis,
Finitos. Inteligíveis.
Fáceis e possíveis.
Para parecermos reais.
Tangíveis.
Banais?
Quando, na verdade
Virados do avesso, somos feitos de universos.
Infinitos, incompletos, explosivos, desconexos.
Brilhando em excesso.
Ofuscados em luz,
Incompreensíveis.
Claros demais.
Barulhentos e impossíveis.
Desordenados.
Alinhados e confusos.
Numa plena exposição de luz e som.
Uma miríade de estrelas em sequência e sobrepostas.
Tão próximas, milimetricamente próximas.
Impossíveis de serem separadas e entendidas.
Apenas admiradas, sentidas em seu calor.
Decidindo o que fazer com a energia que delas emanam.
Individualmente. Em conjunto. Sobrepostas.
É realmente difícil.
É maravilhosamente difícil e frustrante,
Ao mesmo tempo.
O caos de dentro, num infinito dentro de outro.
E de novo. E de novo. E de novo.
O corpo diz que não.
O corpo diz que cabe.
Enquanto, por dentro,
Brilhamos e pegamos fogo,
Nos maravilhamos e ficamos cegos,
Envolvidos na beleza de uma luz incandescente.
Que dá a vida e que a destrói.
E então dizem que somos feitos de luz.
Concordo.
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