Muito, muito tempo sem escrever depois, resolvi passar por aqui e deixar uma publicação nova.
Alguém até me disse nesse meio tempo que o espaço do Blogger iria acabar (em Julho), não me mexi, permaneci, que bom que ele ainda existe.
Sentimentos transportadas para a extremidade limite do
físico.
Arrepios.
Emoções que transcendem, ecoam, contam sobre a gente.
Atravessam algumas distâncias não percorriveis,
Pois não são só quilômetros e dias unidades de medida da
saudade.
A nossa saudade.
A que é sobre olhos pequenos que não se descrevem,
Recordações que superam tempos verbais.
Exceções. Vaidades. Raridades.
Toques mágicos, especiais.
Saudade daquele abraço.
Histórias escritas sobre paredes de papel paraná.
Duros, mutáveis. Nós, queridos professores de verdades.
Somos as histórias contadas aos nossos pais.
Sobre amores que se cabem,
As lágrimas secas de cactus no deserto.
A esperança fria e cruel de uma chuva no Sertão.
Somos estilhaços de um encontro,
Pedaços de espuma.
Excentricidades.
Distantes. Aproximados.
Eu choro, choro sem vergonha.
Minhas lágrimas tem o sabor da saudade dos seus olhos me
olhando,
Suas não palavras, seus gestos indefesos.
Sua súplica de um não abandono.
Nosso abandono.
E eu sozinho,
Irremediavelmente só,
Evitando os lugares onde estivemos.
Sobre um “a gente” que é fumaça,
Sinalizando ao além sobre o preço da distância.
Sobre todos os muros que pulamos,
Nossas mãos que estiveram juntas.
Estrelas que contamos depois da meia noite,
Os sussurros sobre quantificar sentimentos.
Sobre o que se foi,
Sobre o que permaneceu.
Estou perdido entre meus labirintos criados,
Sua presença não tão imediata.
Os atalhos que você provocou.
As expectativas que teimosamente evitei.
Sobre folhas, ventos.
Outonos que chegam e se vão.
Sobre uma madrugada escrevendo linhas banais,
Sobre a incapacidade de te deixar pra trás.
É um não querer. É um dever.
Uma chance. Um telefone.
Um sinal azul e verde.
Uma rodoviária de saudade.
Queria te falar sobre a proximidade das nossas almas,
Sobre as listras horizontais da sua camiseta nova.
Sobre a ligação eterna entre eu e você.
Sobre um não, não te deixo ir.
Sobre o quanto eu sei
Que você sabe
E que nós sabemos
Que seremos, em menor ou maior parte,
Sempre pertencentes um ao outro.
Arrepios.
Gianluca di Valdo, 24, 25 e 26 de Outubro de 2015.
Tava com saudade! Volta mais vezes!
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