quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Esperança

Não ha sentido
Na cor não verde da esperança,
Se a foi a felicidade que tingi de anil,
O amor que mergulhei no magenta,
E se com o amarelo pincelei minhas paredes.

Não faz sentido.
Nas cores não espalhadas pela vida,
Nos rostos não coloridos pelos sulcos coloridos do relógio,
Nos sorrisos não amarelos de gostos de café,
Nas expressões cinzas demais diante de céus tão azulados.

Não tem sentido
Em fotos não reveladas e espalhadas em móveis de madeira,
Em mesas de centro sem panos de centro,
Em lágrimas translúcidas opacas de tristeza.

Nenhum sentido, Nenhum valor.
Nenhum sorriso, Nenhum rancor.

Ha, Faz ou Tem.

Não sentido no repetir-se de dias monotamente pastéis,
Quando pode ser brilhantemente verde
A cor verde da esperança.
Incrivelmente anil cada dia da minha alegria.
Ofuscantemente magenta o sabor do meu amor.
E estonteantemente amarelas as paredes da minha vida.

Gianluca di Valdo, 01 de Outubro de 2014



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