As asas de um anjo que não voa,
Os seus sonhos esperando;
Perfeito e imperfeito.
Indestrutível como a alma
E frágil como o tempo.
E eu,
Fora, de aço,
Dentro, de vidro.
Aquietando as vozes do meu corpo,
Os gritos desesperados de saudade,
A indescritível sensação de estar alí,
E não poder estar.
Não querer.
Querer.
Voar.
Poesias vazias.
Substitutas ideais da realidade.
Momentos da fragilidade de quem está aquém,
Toques suaves dos tecidos do vento,
Como sedas coloridas,
Doces e Intensas.
Misturas de sensações,
Sabores no ar,
A inquietude da maré,
O transporte ligeiro do se perder,
A vida que corre,
Os amores que vêm,
O amor que fica.
As asas que não voam.
Mas as plumas que a seda do vento leva.
As asas que não voam.
Mas as plumas que a seda do vento leva.
Eu sinto cheiro de chuva,
E vejo uma mão branca
Limpando uma janela abafada,
E então a lua vem acompanhar
Algumas lágrimas de verão
Pra que elas não se sintam sozinhas.
E escorram lentamente
Sobre as linhas fortes e seguras do meu rosto.
Saudade.
Gianluca di Valdo, 08 de Setembro de 2013

E então a lua vem acompanhar
Algumas lágrimas de verão
Pra que elas não se sintam sozinhas.
E escorram lentamente
Sobre as linhas fortes e seguras do meu rosto.
Que é indestrutível como a alma,
Mas frágil como o tempo.
Saudade.
Gianluca di Valdo, 08 de Setembro de 2013

Nenhum comentário:
Postar um comentário