Que dia é amanhã.
Pois pretendo me levantar,
Olhar para fora, viajar,
Pensar em nada e pensar em tudo.
Escutar o ruído dos passos pesados
Da tristeza da saudade,
Da felicidade inconstante.
Quero abrir a janela,
Contemplar que tempo faz,
Um dia de sol,
Um dia de chuva
Sinto frio, calor,
Uma mistura.
Quero saber o que devo contemplar,
Até onde devo ir.
Se está nublado,
Se está nevando.
Ou se está num tempo neutro.
Sem sol.
Sem chuva.
Sem calor.
Sem vento.
Sem nada.
Paradeiro.
Quero prever o dia de um abraço verdadeiro
Ou a despedida de um pássaro viajante.
Quero acordar e entender
Até que ponto falamos em saudade
Até quando entenderei como verdade
Até quando posso confundir tempo e paisagem.
Quero saber se a vida quer que eu pare,
Se quer que eu siga,
E se quero, de fato,
Corresponder à sua vontade.
Quero que a cortina voe com o vento,
Me traga uma lembrança singular,
Me envolva,
Me esconda,
Me esqueça.
Enfim, quero saber que dia é amanhã,
Mas amanhã é longe demais.
E hoje?
Gianluca di Valdo, 08 de Janeiro de 2012

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