segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Na escuridão

Deixe-me aqui, sozinho na escuridão do mundo que criei. Não se importe com as palavras que não quis te dizer, com a maneira como decidi viver. Não se importe com meu próprio conceito de felicidade. Não discuta. Não me contrarie. Sozinho posso ficar bem. Eu sei me virar sozinho. A musica ao fundo, um canto melancólico e a batida de uma guitarra. O som rouco de vozes apaixonadas, a luz de velas acesas por um motivo. O som já me envolve, me põe para o interior. Não me questione, apenas me veja entrar no meu mundo. Eu estou bem. Estou eu, sozinho, nu no meu interior, desprovido de qualquer ópio, qualquer armadilha contra mim mesmo. Uma reflexão intima...um sonho de verão. Amores criados e desfeitos, amores que não são amores. Desafetos e afetos. Discursos incompreendidos e incompreensíveis. A viagem é para dentro, sempre para dentro. Eu estou bem. Paisagens. Folhas de outono, cheiro de vindima. O som do bronze. Tradições mais históricas que espirituais. Não tente compreender, ou me criticar. A vida è este sonho que realizo dentro de mim. O que é uma escola literária? O que é que me move a descobrí-lo. Meu estilo de vida. Meu e somente meu. Não me questione, jamais. Aprenda a ser compreendido. Deixe que você proprio se desnude. E fique assim, dessa forma, louco por se descobrir. O som da guitarra ainda toca ao fundo, as luzes jamais se apagam, as folhas ainda voam espalhando adorável melancolia. Esta tudo aqui, dentro de mim, na indiscutível pessoa que me tornei.

Não tente entender, não quero explicar. Talvez nem saiba. Só sei que isso me faz bem. Sozinho, no escuro iluminado do meu mundo!

Raone Tomazelli 25/01/2010

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