E cá estou com essas lembranças ha uns 3 dias, pelo menos, quando a lua mais linda do planeta se ergueu por detrás daquele morro. Eu fazia alguma coisa, mas a minha cabeça, a partir daquele momento, se concentrou nas linhas que contornavam a luz forte da minha Lua. E então, lembrei e então escrevi.
Me dediquei romanticamente ao texto seguinte, me desculpem, talvez não seja meu perfil. Mas é o que um cara, ha algum tempo atrás sentiu por uma garota. E eu tentei me teletransportar pra lá e me permitir dizer o que o coração mandava. Bom, a meu favor tenho a velha história de que "todo poeta tem uma musa inspiradora" e a transparência como digo isso hoje, é muito parecida com a que provava o coração daquele cara de 17 ou 18 anos.
Mais uma coisa: se você, A.R., chegar a ler esse texto, me fale sua opinião. Mas tenha certeza de que perdeu o coração de um grande homem.

Olhei para a lua branca
E senti sua falta.
Talvez não falta de você,
Mas falta do que senti.
Por você.
E então...
A cor clara dos seus cabelos,
Lisos como os contornos de uma luia cheiaFrescos, acompanhando o movimento dos ventos.
Perfumados,
Perdi a sensação do tempo.
Olhei para os teus olhos,
Olhar tão doce quanto o mel,
O mel daquela lua.
Olhos perdidos de emoção,
Paraíso dos meus pequenos oceanos,
Me afogando em tentação.
Olhos da verdade que não vi.
A brancura do que perdi.A simplicidade pura, do que escolhi.
Vidas sem destino.
Perdidos no caminho.
Suas mãos leves,
Seu rosto congelado. Emocionado.
Seu rosto indeciso.
Seu sorriso, impreciso.
Enigmas das minhas noites sem dormir.
Esperanças de um coração
Tardio em partir.
Afinal,
O que seriam das nossas vidas,
Sem canções da meia noite?
A Lua Branca,
Nossas vidas num reflexo.
Nossas mentes em um espelho,
Saudades do futuro?
Minhas palavras em garrafas jogadas ao mar,
Suas esperanças, tardias,
Talvez se deixaram naufragar.
O Naufrágio nos pequenos oceanos
Dos meus olhos.
E eu perdido nos seus verdes labirintos.
Poderia ter sido uma vida,
Ou uma hora.
E essa vai ser pra sempre nossa canção.
A nossa dúvida.
A nossa emoção.
Porque eu provei do sentimento mais verdadeiro.
E disso não me arrependo.
Eu senti de verdade,
O que senti primeiro.
E nunca mais será assim.
Porque quando o amor não é um sonho,
Ele se corrompe e se desfaz.
E então as canções da meia noite perdem o mesmo tom.
As palavras se destroem,
E os perdidos não se encontram nunca mais.
Na nostalgia branca da sua voz,
Na memória fluem as palavras do que a gente se disse.
E as coisas que não passam.
Os futuros que não vêm.
Os passados que não se apagam.
Os presentes que se vivem.
As mudanças que nos mudam.
E o seu sorriso mudo.
Meus dedos ainda percorrem
O caminho perfeito dos seus cabelos cor de trigo.
As linhas esguias do seu corpo,
A fragilidade das suas mãos.
Dedilham o seu rosto sem facetas,
Redesenham os moldes da sua alma.
Percorrem milhas e encontram guerras.
E então se aniquilam pelas esperança
De você.
E meus ouvidos te sussurram coisas nossas.
Histórias sobre pequenos oceanos
Que um dia se perderam
Em verdes labirintos.
E histórias de luas que protegem,
E regem histórias de amor.
E os caminhos que trilharmos,
Ainda, serão suficientes para
Não deixar para amanhã,
Nossa vida em caminhos marcados,
Jamais perdidos,
Jamais encontrados.
Saiba, minha querida,
Que te amei demais.
E que eu teria continuado a me perder,
Se a maré do naufrágio
Não tivesse me levado.
Me afogado e me perdido,
Em outro mundo sem sentido.
Saudações, meu único e verdadeiro amor.
Que naufragou.
Raone Tomazelli
Daquele amor que não se mede, que não se repete.
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