quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Rascunho

Pensei em escrever outro blog e esta é uma ideia que ainda quero amadurecer. Pensei que aqui já não da para escrever de tudo, a respeito de qualquer coisa ou pessoa. Mas também penso que estou indo contra meu propósito de liberdade, desde o início bem claro por aqui. Então por hoje resolvi escrever da mesma forma de sempre. Afinal, é este o Gianluca. O texto abaixo é um dos que estavam nos meus rascunhos, que hoje resolveu vir à tona. Pesado.


Infidelidade e mentiras
Norteiam as suas
E as minhas
Esperanças fracassadas.
Sua insanidade provocada.
Seus dramas sem juízo.
Seu valor sem paraíso.
Seu inferno inconstante.
O cheiro salgado de enxofre
O perfume desgastado dos meus dedos,
Que dedilham a mesma nota
Os pés encharcados de tanto caminhar.
Uma chuva que não cessa,
Um tempo que não abre
O cansaço de uma ladeira,
Uma pedra, uma faísca.
Te sinto como uma magia negra
Arranca seu sorriso falso
Do seu rosto de palhaço
Tire suas mãos frias
Do meu corpo que transpira emoção
Esqueça cada vírgula que pronunciei,
Não quero te machucar...
Minto!
Quero arrancar cada fio do seu cabelo
Infernalmente bonito,
Quero apagar o branco dos seus dentes 
Estragar essa maldita forma de me olhar
Quero apagar você da minha frente
Apenas quando...
Ah, vai para o inferno
Que o diabo te carregue para as profundezas
Que você não ouse olhra pra mim.
Que as folhas de um outono sem graça
encubram seu túmulo na minha vida.
Me esquece.
Desaparece.
E use suas palavras de rancor
contra si.
Porque meu compromisso
Sempre foi com a verdade.
E você, de verdade,
Só entende a cobrança.

Até a próxima.

Gianluca di Valdo, 09 de Dezembro de 2011

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