Num mundo que é só meu, tento com as minhas próprias palavras deixar as coisas mais simples. Desabafo um pouco, falo de mim e tento entender como percorrer alguns caminhos. Construo textos em sentenças pouco lógicas, confusas como minha estranha mente em crise. Resumindo, não vale a pena continuar. Ainda assim eu recomendo.
sábado, 2 de abril de 2011
Com o tempo
Oi.
Sim, estou vivo...Hehe. Bom, sabe o que é...hoje me dei uns minutos de folga e preciso escrever algumas linhas.
Vamos lá.
Com o tempo você aprende,
Entende,
Interpreta, Irreleva,
Esfria,
Distrai,
Abstrai
Com o tempo,
Algumas dúvidas se esgotam,
Outras tantas deixam se surgir,
Não se atrevem,
Você não quer se ferir.
E algumas pessoas passam,
Deixam lembranças,
Vão embora,
Deixam perfumes.
Portas se fecham,
Corações enrijecem,
Lágrimas congelam,
Sorrisos verdadeiros tiram férias.
Com o tempo,
A saudade se torna fraqueza,
A fraqueza se torna saudade,
A beleza se torna fútil,
A futilidade se torna bela.
Com o tempo,
Se perde a essência,
Se perde o sabor,
O cheiro de sol,
O cheiro de si.
Com o tempo,
A lua perde brilho,
As estrelas não são mais presenteáveis,
Os minutos passam devagar.
A vida perde a cor,
As nuvens não têm mais sabor.
E tudo escurece.
E a vida não é mais vida.
E a cor não é mais cor.
Mas para mim,
Não,
Esse tempo ainda não,
Não chegou.
E enquanto isso,
Apesar de dias de inverno,
Choro, Penso, Esquento,
Lembro, Esqueço, Enlouqueço,
Chego, Parto, Digo oi e digo Adeus.
E assim, sou e estou.
A emoção e a razão.
Sem equilibrio,
Sem proporção.
Gianluca di Valdo, 02 de Abril de 2011
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